| HISTÓRICO
DO NÚCLEO PICINGUABA (PESM)
Criado em 1977, o Parque Estadual da Serra do Mar (PESM)
é o maior parque paulista, com 315.390 ha., destinado
à preservação, à educação
ambiental, à valorização da cultura
local e à pesquisa científica.
No Município de Ubatuba, o Parque Estadual da Serra
do Mar abrange uma área de aproximadamente 47.500
ha., administrada a partir de um Núcleo operacional
localizado no distrito de Picinguaba, fronteira com o Estado
do Rio de Janeiro. Em seus arredores são encontrados
praticamente todos os ecossistemas representativos da mata
atlântica.
É o único trecho do PESM que atinge o nível
do mar, protegendo assim os ecossistemas costeiros, cinco
praias e também duas vilas (Camburi e Picinguaba)
cujos moradores ainda mantêm aspectos de sua cultura
tradicional, constituindo alguns dos últimos redutos
caiçaras do litoral norte. Dentro dos limites do
Núcleo existem seis aglomerados humanos, contendo
aproximadamente 1015 moradores no total e que se encontram
geograficamente dispersos e apresentam características
sócio-culturais e de ocupação diferenciadas
entre si.
NÚCLEO
PICINGUABA
Quem
visita Ubatuba pode trazer na bagagem muito mais do que
as lembranças das belíssimas praias e enseadas
tranqüilas da costa Atlântica. Há outras
experiências interessantes na “Terra dos Tupinambá”.
Visitar vilas e praias afastadas em estado de quase isolamento.
Aí se pode ter contato com as tradições
caiçaras, a pesca artesanal e um ritmo único
de viver o dia-a-dia. O mundo dos “sertões”,
áreas de ocupação rural próxima
a serra, oferece freqüentes surpresas: ruínas
de fazendas do século passado, comunidades indígenas
e de caiçaras, rios e cachoeiras pouco explorados.
Outro privilégio de Ubatuba é ter 80% de seu
território coberto por Mata Atlântica, uma
boa parcela dos 5% que ainda nos restam da mata original
que cobria nosso litoral há quatro séculos.
Dentro do Parque Estadual da Serra do Mar, o Núcleo
Picinguaba, região tombada pelo Condephaat como área
de preservação permanente, abriga o antigo
núcleo de pescadores artesanais da Vila de Picinguaba,
um importante centro de pesca de tainha até a década
de 30. A área do núcleo se divide igualmente
entre os dois estados. Do lado Paulista, o núcleo
é o único ponto do Parque, no litoral norte,
que vai até o mar, abrangendo as praias do Camburi,
Brava do Camburi, Picinguaba, das Bicas, da Fazenda, das
Conchas e Brava da Almada.
FAZENDA
PICINGUABA
Tupi guarani: picin – peixe e guaba - baia
É
um aglomerado populacional do Núcleo Picinguaba (Bairro
do Sertão da Fazenda da Caixa), que sediava no final
do século XIX um engenho de açúcar
e álcool e um moinho de fubá.
Até 1843, a Fazenda Picinguaba era uma propriedade
de Manoel da Silva Alves. Com seu falecimento, a fazenda
passou para sua esposa D. Maria Alves, que algum tempo depois
também faleceu, então seu sobrinho José
Cardoso de Paiva assumiu a fazenda e um ano depois vendeu
a gleba para o Capitão Firmino Joaquim da Veiga.
Este construiu no sertão da fazenda o engenho de
aguardente de cana e o moinho de fubá.
O transporte do maquinário do engenho, importado
da Inglaterra, foi feito através do Rio Fazenda,
que na época era navegável. Parte da produção
da fazenda era escoada pelo rio, a outra saia pela trilha
do Corisco, que liga o sertão de Picinguaba a Paraty.
A idéia era criar na Fazenda Picinguaba uma colônia
de imigrantes italianos. 45 famílias chegaram a ser
instaladas, com o passar dos anos, a maioria dessas famílias
abandonou a área (restando hoje apenas duas famílias
descendentes de italianos).
Em 1889 o Capitão Firmino, hipotecou o imóvel
ao Banco da República do Brasil, ficando desativado
o engenho e o moinho de fubá.
Em 1943, a fazenda passou para Saint Clair Bustamante e
Silva, que em 1950 aproveitou o que havia restado do antigo
engenho e mandou construir a Casa de Farinha. Três
anos depois a Fazenda foi novamente hipotecada, passando
para domínio da Caixa Econômica Estadual, que
ocupou a gleba fixando 12 famílias no sertão.
Ali ainda podemos encontrar alguns de seus descendentes,
moradores do bairro atual.
As terras da Fazenda começaram a ser vendidas e invadidas
por terceiros, levando a Caixa Econômica, em 1983,
a solicitar os trabalhos da Equipe de Conflitos de Terras
da SUDELPA ( Superintendência de Desenvolvimento do
Litoral Paulista), o “Grupo da Terra”, para
o levantamento da situação fundiária
na área.
A partir desse levantamento foi proposta a desapropriação
da Fazenda Picinguaba pelo Estado, já que se encontrava
dentro dos limites do PESM.
CAMBURI
Tupi guarani – peixe robalos
Camburi traz em sua memória a vivência de ter
nascido em berço esplendido e em seu sangue a descendência
quilombola. A primeira ou a última praia do Litoral
Norte do estado de São Paulo, divisa de Ubatuba-SP
e Paraty-RJ, localiza-se no km 1 da BR 101 (Rodovia Rio-Santos)
a mais ou menos 2 km da pista. A praia que dá início
às belezas de Ubatuba, marca sua presença
não só pela magia do local mas pelo seu marco
na história. Camburi refugiou os primeiros quilombolas
vindos da cidade vizinha, Paraty. Séculos atrás,
próximo à praia, tinha duas fazendas: uma
delas era do Sr. Maneco Santos onde o emaranhado da mata
rasteira, hoje em terra particular, reserva a estrutura
do alicerce da casa grande. Na história, Camburi
revela, através de ruínas, as paredes onde
diziam ser o inferno da máquina de uma serraria construída
por ingleses, que tiravam a preciosa madeira de nossa mata
e exportavam. Para viabilizar o embarque, construíram
no canto da praia um cais de madeira que várias vezes
foi destruído pela maré. O mar, que muitas
vezes se rebelava da invasão dos ingleses, dificultava
a saída das embarcações, logo obrigando-os
a abrir falência e procurar outras terras. Camburi
tem a esperança de que o progresso que ouvem dizer,
um dia chegue à vila e com ele a estrutura para receber
melhor os turistas e esotéricos que por ela se apaixonem,
só falta você!
Do lado direito da praia do Camburi, após o rio,
inicia-se a pequenina trilha de quatro metros, que dá
no saco que forma a pequena praia do Grosa, uma vista deslumbrante!
Com um ar levemente rebelde, a praia de maré (para
visitá-la é necessário que a maré
esteja baixa) é povoada em toda sua extensão
por pedras de todos os tamanhos, cores e formas... Cada
uma tem uma dimensão e contornos irregulares dando
asas a nossa imaginação, como uma grande exposição
artística, só que com um toque cem por cento
mágico e um tanto divino!
DESENVOLVIMENTO
DO ROTEIRO
LOCALIZAÇÃO
O acesso ao Parque Estadual da Serra do Mar –
Núcleo Picinguaba é feito pela BR-101 (Rio
Santos). A entrada principal fica na Praia da Fazenda, no
km 11, a 40 km de Ubatuba e a 30 de Paraty.
DISTÂNCIAS
- São Paulo: 295 km
- Rio de Janeiro: 260 km
- Parati: 30 km
- Ubatuba: 40 km
ESPECIFICAÇÕES
A excursão ao PESM (Núcleo Picinguaba),
oferece ao visitante o conhecimento da história e
cultura local, ambientação em trilhas na mata
primária e cachoeiras locais.
Trilha do Jatobá
Estende-se até o bairro do Sertão da Fazenda,
onde foi erguida a Casa de Farinha com sua roda d’água,
um patrimônio histórico e cultural que tem
suas origens no conjunto de ruínas de uma antiga
usina de açúcar e álcool construída
no final do século XIX por imigrantes italianos.
Depois de percorrer um trecho de mata tropical úmida
de encosta o visitante chega até o Poço do
Rio da Fazenda. A Trilha do Jatobá, com seus 2.400
metros, é apenas uma parte da Trilha do Corisco,
antigo caminho que liga Picinguaba a Paraty.
ABORDAGEM
Será dada ênfase à importância
da vegetação através da exposição
oral e indicação visual.
A dinâmica da apresentação será
direta, de curta duração e de postura informal
e amigável, com apoio do mapa ressaltando os pontos
relevantes da trilha.
ITINERÁRIO
-
09:00 h – Encontro com o cliente
em local a combinar
-
10:00 h – Chegada ao Núcleo
Picinguaba
- 10:30
h – Após a apresentação
oral e visual do Parque o grupo percorrerá a Trilha
do Jatobá (mata primária) e terão
a oportunidade de conhecer a Casa de Farinha.
- 12:00
h – Saída para a Vila de Picinguaba
com sugestão de almoço no Picimbar .
-
15:00 h – Saída para o Camburi.
- 17:00
h – Término do roteiro
- 17:15
h – Saída prevista do Núcleo
Picinguaba.
MATERIAL
DE APOIO
Materiais informativos
Sacola para lixo
MATERIAL
QUE O GRUPO DEVE TRAZER (Equipamentos de apoio)
calça comprida
boné
tênis
trajes de banho
repelente
capa de chuva
CAPACIDADE DE CARGA
5 pax
PERFIL DO GRUPO
Visitantes brasileiros e estrangeiros.
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